Mariângela Guerreiro Milhoranza – Mestre em Direito pela PUC/RS; Especialista em Direito Processual Civil pela PUC/RS; Advogada em Porto Alegre/RS; Professora de Linguagem Jurídica da FARGS; Egressa da Escola Superior do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul; e Membro do Instituto de Hermenêutica Jurídica. |
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Ser e Tempo – Martin Heidegger As teses centrais de Ser e Tempo são seis: 1- O sentido do ser (estudada em hermenêutica II); 2- o Dasein 3- O estar-aí é o ser-no-mundo; 4- Ser-no-mundo é cuidado; 5- Cuidado é temporal; 6- Temporalidade estática. 2- O Da-sein Quando se refere ao Homem (no sentido de coletividade), Heidegger utiliza o termo Dasein que, em alemão, significa Ser-aí. Mas ser aí, onde? Ser-aí no mundo. Para Heidegger, o Homem passará a ser chamado Dasein. Heidegger não faz apenas uma abordagem ôntica, mas, também, uma abordagem ontológica do Ser. Ao falar do Dasein, Heidegger entende que a estrutura ontológica do Ser Humano está no fato Dasein estar inserido no mundo. 3. O estar-aí é ser-no-mundo . A análise da situação fundamental do Dasein é denominada por Heidegger como fenomenologia do ser-no-mundo. Heidegger analisa o ser-no-mundo tanto do ponto de vista lingüístico quanto do ponto de vista filosófico-existencial. 4. Ser-no-mundo é cuidado A expressão ser-no-mundo utilizada por Heidegger em Ser e Tempo pode ser entendida como uma situação do cuidado. Esta relação de cuidado diz respeito tanto ao cuidado consigo mesmo quanto o cuidado com o mundo. Aliás, o cuidado com o mundo caracteriza todas as realizações da vida relacionando-se, assim, a vida como um todo. O cuidado traduz a unidade integrativa de todos os existenciários do Dasein. O Dasein, enquanto cuidado, possui três elementos distintos: o 4.1. antecipante, 4.2. o lançado e o abandonado e 4.3. o que se perdeu. |
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